Uma nova modalidade de comércio de combustíveis está em testes no Rio de Janeiro, mas recentemente teve sua operação suspensa por liminares de primeira instância que a proibiam de vender combustíveis por meio de entrega aos clientes.

O serviço delivery ainda é um modelo experimental da GoFit, que conseguiu junto ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região, derrubar tais liminares para voltar a funcionar em alguns bairros do Rio de Janeiro.

Com autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP, a empresa opera um modelo de negócios que já existe em outros países, como nos EUA. Trata-se da venda de combustíveis direto no endereço pedido pelo cliente.

Por meio de aplicativo, o consumidor pode pedir a quantidade e o tipo de combustível para ser abastecido em casa, no trabalho ou local especificado, dependendo do serviço.

Dessa forma, através de um pequeno caminhão ou picape com tanque de combustível de dimensão reduzida, a empresa fornecedora do produto vai até o local e realiza o abastecimento na quantidade adquirida pelo cliente.

Esse tipo de serviço é defendido até pelo ministro da Economia Paulo Guedes e sua equipe de trabalho, apoiando na Medida Provisória 1036 que permite a abertura do mercado de revenda de combustíveis no país.

Com isso, acredita-se que o custo dos combustíveis possa cair para o consumidor. Guedes tem ainda o respaldo de uma resolução técnica da ANP de julho, que definiu a normativa para funcionamento desse tipo de serviço no país.

Desse modo, segundo a resolução da ANP, a empresa que comercializar combustíveis por delivery, só poderão fazê-lo dentro do próprio município e somente com etanol ou gasolina.

Além disso, o veículo de entrega só poderá transportar no máximo 2.000 litros do produto, tendo ainda os dispositivos de segurança, de abastecimento, de medição e de inspeção, nesse caso para fins de fiscalização.

A questão agora é: valerá a pena esse tipo de serviço? O consumidor tradicionalmente vai ao posto, mas será que mudará seu perfil para ter o tanque cheio em casa ou no trabalho? E o custo para as empresas?

Como se sabe, no caso do etanol, o produtor poderá vender diretamente ao cliente, nesse caso, se abrir uma empresa de delivery. Caso contrário, terá de fechar acordo com uma empresa do setor.

[Fonte: NA]