Montadora sul-coreana anuncia início de operação de montagem de propulsores em território nacional

A semana está sendo corrida para a Hyundai. Em um curto período de tempo, a montadora sul-coreana apresentou o seu lançamento mais importante do ano: a nova geração do utilitário esportivo Creta. Mais especificamente, as operações propulsores da empresa estão movimentadas.

O novo Hyundai Creta passou a adotar o 1.0 turbo flex de três cilindros da linha HB20. Quase que ao mesmo tempo ficou confirmado que o atual 1.6 aspirado oferecido no hatch e no sedã sairá de linha. Agora, a companhia afirmou que dará início à montagem local de seus propulsores, uma vez que as unidades de força vêm importadas e são desenvolvidas pela matriz na Coreia do Sul atualmente.

A Hyundai afirmou que está finalizando a construção de um anexo à sua linha de montagem de Piracicaba (SP), onde dará início à montagem dos propulsores com componentes ainda importados da matriz sul-coreana a partir início do ano que vem. A fundição de de blocos, porém, foi descartada para o anexo.

Com isso, a Hyundai deverá recorrer a algum outro parceiro que faça as peças de fundição. A marca também não bateu o martelo em relação ao propulsor que será feito no interior paulista. Ele será determinante para fechar os valores que a montadora precisará investir nesse novo anexo, além do que já foi gasto. As apostas mais seguras são o 1.0 aspirado e 1.0 turbo que equipam a linha do HB20 e do Creta. Rumores antigos falavam sobre o 1.4 turbo para o Creta, que ficaria no lugar do 2.0 aspirado, o que não aconteceu.

Ricardo Martins, vice-presidente da Hyundai do Brasil, afirmou à Automotive Business que “com o município e com o Estado já está tudo acertado a respeito da nova unidade. Precisamos apenas do sinal verde da matriz para anunciar os investimentos e contratações”.

Em dezembro passado, o prefeito da cidade de Piracicaba, Barjas Negri (PSDB), revelou os planos da Hyundai de erguer a fábrica de motores, em entrevista ao site Piranot. Na época, Negri confirmou que a fabricante faria um anexo da fábrica, investindo mais de R$ 350 milhões e empregando 150 novos funcionários no primeiro momento, chegando a 300 empregados em 2026.

Fonte: M1