As novidades da Ford não param, mas desta vez, diferente da primeira de hoje, a coisa é bem ruim. Na Índia, a montadora americana definitivamente fez como no Brasil, jogou a toalha e fechará todas as quatro fábricas no país asiático.

Por lá, 4 mil funcionários perderão os empregos e a conta ainda não foi feita para indenização, mas a Ford vinha de um prejuízo acumulado de US$ 2 bilhões ou R$ 10,5 bilhões em 10 anos.

Bem, por aqui, você sabe que o valor foi bem maior, não é mesmo? Em uma década, a Ford “queimou” R$ 61 bilhões. Mas, de volta à Índia, a montadora não achou seu caminho através dos erros.

Com apenas 2% do mercado local e presente há pouco mais de 25 anos – bem diferente da presença secular no Brasil – a Ford abriu o bico ao não encontrar a lucratividade desejada.

Anurag Mehrotra, CEO da Ford Índia, disse: “Apesar de (nossos) esforços, não fomos capazes de encontrar um caminho sustentável para a lucratividade de longo prazo”.

Ele complementou: “A decisão foi reforçada por anos de perdas acumuladas, excesso de capacidade persistente da indústria e falta de crescimento esperado no mercado de automóveis da Índia”.

Índia: Ford também fecha fábricas e despede 4 mil funcionários

Num mercado sensível ao preço, onde os custos precisam ser os mais baixos possíveis, a Ford não só não conseguiu adaptar-se como também viu a concorrência crescer demais desde que a segunda geração do EcoSport chegou por lá.

Mesmo com Figo e Aspire, nossos Ka e Ka Sedan, a montadora vazou dinheiro diante dos concorrentes que se adaptaram mais rapidamente, especialmente Maruti-Suzuki e Tata Motors, mas também ficou cega pelo segmento abaixo de 4 metros.

Diferente dela, Hyundai, Kia, Renault e Nissan, por exemplo, exploraram mais os segmentos superiores, que possuem margens melhores em vez de centrar o fogo nessa faixa de mercado. A primeira encontrou seu caminho e agora mede forças com a indo-nipônica Maruti.

Por lá, a Ford buscou fazer parceria com a Mahindra, mas isso pareceu tarde demais para Dearborn, que cancelou o acordo e decidiu seguir adiante, mas com o mercado local tendo os dois pés atrás com a empresa.

Enfim, não deu outra… Aliás, em tempo, os argentinos perderão o EcoSport indiano, então, pode ser que recebam o romeno, se o modelo continuar a ser feito em Craiova.

[Fonte: NA]