O mercado encerrou outubro com 150 mil carros vendidos – o que representa uma retração de 27% nas vendas sobre o mesmo período do ano passado, quando tivemos 205 mil carros vendidos.

Em geral, no setor automotivo, o último trimestre do ano sempre é aquele período que o pessoal aproveita para alcançar as suas metas. Mas, neste ano, vai ser diferente! Será o ano onde todos contarão os dias para acabar, para que o prejuízo não aumente mais!

O resultado foi o pior para o mês nos últimos 16 anos. Ou seja, desde outubro de 2006 que não tínhamos um número tão ruim!

O pior de tudo isso é que ano passado foi ano de pandemia, quando tivemos – praticamente – dois meses sem vendas de carros. E, mesmo assim, o resultado deste ano será pior que o do infame ano de 2020. Será o segundo ano consecutivo de quedas nas vendas – e 2022 ainda é uma incógnita.

A falta generalizada de peças (semicondutores), aliada a um aumento das taxas nas linhas de crédito (devido ao pulo da Selic) para este último bimestre do ano, sepultou de vez qualquer chance de o setor registrar um crescimento.

Naquela projeção “camarada” (quase de pai para filho), fecharemos o ano de 2021 com retração de 1% sobre o ano passado. As vendas nos meses de novembro e dezembro deverão ser 28% menores do que foram no ano passado.

O lado interessante desse tombo é que ele estará concentrado naquelas marcas que eram tipo Eliot Ness: intocáveis.

Se no ano passado VW, GM e Ford representaram 41,5% do mercado, neste ano, até outubro, elas puxaram o mercado para baixo: a participação desabou para 28,8% (principalmente por causa da Ford). Mas, dentro das 16 principais marcas do setor (que representam 97,5% do mercado), só elas registram retração nas vendas.

A Ford amarga perdas de 69%, seguida da GM com -30% e VW com -2%. E os números só tendem a piorar para o nosso “trio terror”!

Por: Raphael Galante

[Fonte: InfoMoney]