A cidade de São Paulo decidiu seguir Buenos Aires e outras grandes cidades do mundo para acabar com o carro a combustão entre 2035 e 2040.

A metrópole paulista é a única do Brasil que se comprometeu com o pacto da COP26, realizada pela ONU em Glasgow, Escócia.

Num compromisso de ajudar a combater a emissão de poluentes, São Paulo quer começar o combate aos veículos poluentes através do que pode impor no momento, ou seja, o transporte público.

A ideia é converter a frota urbana de ônibus coletivos para elétricos, hoje responsável por 62% da carga de gás carbônico que a cidade emite diariamente.

Numa cidade de 12 milhões de habitantes e mais de 13 mil ônibus, apenas 1,6% são elétricos e isso contando os trólebus. Por isso, a prefeitura mudou o planejamento.

Só para 2021, a administração municipal queria alcançar 18% da frota, mas não deu… Agora, a meta é adicionar 2.600 ônibus elétricos (com baterias de fosfato de ferro-lítio) até 2024.

Isso é 12 vezes mais que o volume atual e representará 20% da frota. A partir daí, serão 11 anos para converter os 80% restantes da frota de diesel para elétrico.

Isso sem dúvida deve forçar fabricantes como BYD e Volkswagen, além da Eletra, a ampliar a produção desse tipo de veículo.

Isso apenas para a cidade de São Paulo, que pode acabar influenciando o governo do Estado a adotar o mesmo para a região metropolitana da Grande São Paulo e outras do estado.

Quanto aos carros, ainda não se sabe o que a prefeitura fará, mas ações como criação de zonas livres de emissões e restrição de horários para carros a combustão devem ser criadas.

O mesmo em relação às frotas com incentivos fiscais para frotas de táxis/aplicativos livres de emissão devem ser implementadas.

Pode ser que o município tenha mais incentivos para compra de carros elétricos com vagas exclusivas e outras ações.

[Fonte: G1]