O setor de automóveis e comerciais leves vendeu até o dia vinte e quatro de dezembro 154.958 unidades, anotando um crescimento de 31,52% em relação ao mesmo período de novembro, quando comparamos com o ano anterior as vendas recuam 19,90%.

A média diária do mês de dezembro nesses 18 dias úteis foi de 8.609 unidades, anotando um crescimento em relação a novembro de 16,91% (16 dias) e uma queda 19,90% em comparação com os mesmos dias úteis do ano anterior.

Os dados atuais projetam vendas em dezembro entre 190 mil até 197 mil veículos, será com certeza o melhor resultado mensal de 2021, esse volume ficará próximo ao realizado em 2016 e deve ficar 16% abaixo do realizado em 2020, diante de todas os problemas enfrentados pelo setor será um mês para comemorar.

O ano foi marcado globalmente pela crise dos semicondutores, onde a recuperação do setor ficou condicionada à capacidade em aumentar a produção, foi um ano de aprendizado para fabricantes e concessionários, o preço médio dos veículos aumentou em todos os mercados, privilegiando produtos com maior rentabilidade, no Brasil não foi diferente, os veículos populares deram espaço para uma onda SUV.

O setor automotivo e toda a sua cadeia demonstrou em 2021 sua capacidade de reação e adaptação, apenas no segundo semestre de 2021 tivemos no Brasil 17 novos lançamentos.

A indústria automotiva ainda está longe de sua total recuperação, os impactos do desabastecimento de componentes eletrônicos devem ainda influenciar negativamente o 1.º semestre de 2022.

No Brasil a montadora que mais foi afetada pela crise dos semicondutores foi a GM, seguida pela VW e Renault, mas no geral todas as marcas tiveram comprometimento em suas capacidades produtivas. Algumas montadoras devem prolongar suas férias coletivas no intuído de alinhar a produção ao fornecimento de insumos, mas esse não é uma regra.

O ano também teve excelentes notícias, como a confirmação de novos investimentos da maioria das montadoras já instaladas no Brasil, a compra pela Great Wall da fábrica da Mercedes Benz, o retorno da produção da Audi em São José dos Pinhais e a ampliação das operações da BYD que deverá criar 35 concessionárias para vendas de seus veículos elétricos, destacamos que a BYD já está presente com em nosso território com uma fábrica de caminhões e ônibus elétricos em Campinas, além de outros operações.

ANÁLISE DE VENDAS GLOBAIS DE NOVEMBRO COM PROJEÇÕES DE FECHAMENTO PARA 2021

No mês de novembro os principais mercados globais fecharam com resultado negativo ante o mesmo período do ano anterior, as novas variantes do Covid somada a crise dos semicondutores afetaram todos os continentes.

A China projeta no atacado (base fabricantes) um crescimento em relação ao ano anterior de 6%, cabe salientar que não está incluído nessa análise as vendas de carros importados.

A liderança nas vendas de veículos de passageiros na China está com a VW, mas a marca está registrando no acumulado uma queda de -18%, o bom desempenho das vendas na China está ancorado nas marcas domésticas, que parecem estarem conseguindo lidar melhor com os problemas da escassez dos semicondutores, destaque para Wuling que registra um crescimento no acumulado de 114% assumindo a 5.ª posição, a BYD na 6.ª posição anota um crescimento de 77,5%, Chery ficou com a 8ª colocação, registrando um crescimento de 47,6%.

O mercado Europeu (UE + EFTA + Reino Unido) anota um crescimento no acumulado de apenas 0,8% (10.824.670), suas vendas em novembro segundo dados do ACEA são equivalentes ao resultado de 1993, a previsão de fechamento para 2021 é de uma queda de -0,9% (11.400.000 unidades).

Nos EUA as vendas de novembro registraram uma queda de 16% em comparação com o mesmo período de 2020, os dados atuais projetam um crescimento nas vendas acumuladas de aproximadamente 4,8% ante 2020.

A Fiat caminha para 12º mês consecutivo na liderança, a montadora anota na parcial um volume de vendas mensais de 29.300 unidades, registrando um crescimento de 33,49% em relação ao mês anterior, no acumulado suas vendas totais anotam um crescimento de 34,46%, esse com certeza foi o ano da italiana, a marca vai superar as vendas de 2020 em mais de 100 mil unidades, sua participação de mercado deve fechar 2021 com um crescimento de 32%.

A segunda posição do mês está com a GM, o retorno da produção do Onix está impulsionando a recuperação da americana, mas ainda está longe de seus melhores dias, suas vendas mensais anotam um crescimento de 33,49% em relação ao mês de novembro, no acumulado até o dia 24 suas vendas totais anotam uma queda de 28,87% em relação ao ano anterior.

O segundo semestre da VW não está sendo fácil, a marca alemã teve que interromper a produção diversas vezes pela falta dos semicondutores, suas vendas mensais registram a maior queda entre as marcas de volume ante de 2020 (-31,97%), ela deve encerrar dezembro na terceira posição mensal e na segunda posição no acumulado.

RANKING DE MARCAS VENDAS ACUMULADAS

As vendas acumuladas totalizam até o dia vinte e quatro de dezembro 1.935.864 unidades, os dados atuais projetam um fechamento acima de 1.970.000, vamos vender um pouco a mais que 2020, anotando um crescimento entre 1,25% até 1,38%.

Os destaque no acumulado entre as marcas de volume está com Fiat com um crescimento de 34,46% e com a Jeep que cresce 35,88%, lembrando que em 2020 ambas registraram uma queda nas vendas abaixo da média do setor. A participação de mercado das duas marcas deve fechar 2021 com um aumento acima de 32%, portando crescem no volume, ganham de Market Share e suas vendas ficam em média 15% acima do realizado em 2019. O Grupo Stellantis também vai fechar 2021 comemorando o bom desempenho de suas marcas Peugeot (122% de crescimento) e Citroen (69% de crescimento).

A VW teve seu desempenho afetado pelas constantes paralisações de suas unidades, principalmente no segundo semestre, mesmo assim vai encerrar o ano na segunda posição, na parcial do mês suas vendas anotam uma queda no acumulado de 7,96%, devendo encerrar 2021 com um recuo de 8% ante 2020.

A GM completa o trio das marcas que mais venderam no acumulado do ano, suas vendas totais anotam uma queda de 28,87%, a marca americana ficou 5 meses com sua unidade de Gravataí fechada, com certeza foi a maior paralisação de uma unidade da marca no mundo, suas vendas devem encerrar o ano com uma queda acima de 50% em relação ao ano de 2019 (antes da pandemia).

A Hyundai garante a 4ª posição sem ter lançado nenhum novo modelo em seu portfólio de vendas, apenas acrescentou novas versões do HB20 e lançou a nova geração do Creta, ambos os modelos se destacam em vendas, a confiabilidade de seus produtos e as poucas paralisações na produção estão garantido o bom desempenho dos coreanos. Sempre é bom lembrar que no Brasil temos a Hyundai HMB que produz o HB20 e o Creta e a Caoa Hyundai que comercializa o comercial leve HR, a Tucson e a IX35, das 180.919 unidades vendidas na parcial, 7.384 foram modelos produzidos pela Caoa/Hyundai.

A Toyota vem tendo um excelente desempenho à partir do 2º semestre, a marca japonesa está na 5ª posição e registra um crescimento de 25% ante 2020, quando comparamos com 2019 suas vendas totais recuam 20%.

Entre as marcas Premium o destaques é a BMW com um crescimento de 17,31% em suas vendas ante 2020, quando comparamos com 2019 a marca caminha para encerrar o ano com um crescimento acima de 15%. Sua participação de mercado cresce 15,83%.

[Fonte: NAC]