A importância da gestão de estoque para as lojas de veículos usados.

Basicamente, a mesma de qualquer outra estratégia gerencial: garantir bons resultados. Sem uma gestão próxima e detalhada, a loja fica vulnerável a qualquer nova tendência de mercado, sem conseguir atender o cliente com agilidade.

Para além disso, a controle de estoque também é muito importante para a saúde financeira do caixa da revenda. Quando a gestão opta por operar em excesso, comprando muito, sem nenhum critério de seleção, o caixa é vulnerabilizado.

Afinal de contas, será necessário muito tempo para que a empresa recupere todo o capital investido. Em contrapartida, quando o controle é bem-feito, o gestor escolhe as compras com um detalhamento cirúrgico, utilizando o saldo residual para investimentos em publicidade, marketing ou qualquer outra área que alavanque a visibilidade da marca e suas vendas.

Nesse cenário de uma loja multimarcas e com valor de carros altos, o controle de estoque é ainda mais crítico sobre a seleção das unidades, em que a falta de visão do gestor pode viabilizar a compra de uma série de modelos que ficarão encalhados no pátio, desvalorizando e onerando prejuízos ao caixa.

Nesse sentido, o controle de estoque é basicamente uma estratégia de otimização, em que se estuda os volumes necessários para garantir não só a continuidade operacional, mas também a rentabilidade da companhia. Por esses e outros motivos, essa é uma gestão fundamental para a sobrevivência do próprio negócio.

As melhores dicas sobre a gestão de estoque para lojas de veículos seminovos

Então, chegamos no miolo desse conteúdo. Agora que você entende tanto a importância como o impacto dessa nos seus resultados, chega a hora de conhecer algumas dicas pontuais para implementar na sua realidade. Como padrão, utilizamos da nossa experiência e convívio no setor para analisar as melhores práticas do segmento. Veja só!

Invista em tecnologia aplicada

A começar pela dica mais importante: mergulhe o seu negócio em tudo que a tecnologia pode oferecer! Simplesmente, não há motivo para se manter vulnerável às mudanças do mercado. Afinal de contas, todas as grandes redes adotam esse padrão, pois enxergam na automação uma via expressa para um crescimento sustentável.

Mas talvez você se pergunte o que queremos dizer com tecnologia aplicada. Aqui, falamos especificamente de uma estratégia, a contratação de softwares de gestão. Como padrão, esses programas alavancam a sua capacidade administrativa, facilitando o controle de inúmeras filiais, clientes, documentos de despachante, vendas e afins.

Por isso, esse é um investimento indispensável para o crescimento de uma loja de automóveis. No entanto, é um exemplo generalista, sem focar especificamente no dilema do estoque. Nesse sentido, é importante que você estude as soluções do mercado, identificando uma desenvolvedora experiente no mercado, que ofereça uma série de recursos e funcionalidades completas para superar os seus obstáculos.

É nesse contexto que apresentamos as plataformas autoweb. O nosso melhor exemplo para a facilitação do seu controle de estoque é o módulo comercial, que uma vez integrado ao software de gestão principal, monitora o estoque de acordo com as entradas e saídas cadastradas no sistema.

Com isso, o próprio sistema consegue determinar os momentos adequados para a aquisição de novas mercadorias, notificando o gestor com sugestões de compras pontuais e fundamentadas em pura estatística, evitando que o estoque opere com excesso ou falta, mas sempre em um perfeito equilíbrio de oferta e demanda — já considerando os prazos logísticos existentes.

Elabore uma rotina organizacional

Assim como qualquer outra empresa, as revendas tendem a se beneficiar de um ambiente de trabalho com plena organização e eficiência. Contudo, para atingir esse patamar, é fundamental que você conte com a colaboração de todos os funcionários, desenvolvendo uma cultura corporativa de proatividade, disciplina e objetividade.

Para tanto, pode ser interessante investir em consultorias especializadas, que após examinar a sua operação, equipe e processos conseguirá desenhar rotinas pontuais para agilizar os seus processos. Mas, afinal de contas, como isso interfere na gestão de estoque?

Bem, em boa parte das vezes, principalmente na falta de tecnologia, o controle de estoque costuma ser realizado pelos próprios funcionários. Uma cultura de organização, com intervalos, períodos e processos padronizados tende a diminuir a incidência de erros, justamente por automatizar esses processos no comportamento do colaborador.

Naturalmente, isso não impede que erros e inconsistências aconteçam, mas, ainda assim, já ajuda consideravelmente. Para além disso, as rotinas também reavaliam a periodicidade das checagens de estoque. A depender do seu sistema de conferência, pode ser necessário atualizar a estratégia nessa área.

Em muitas multimarcas, a gestão do estoque é integrada ao faturamento. Como o volume de itens é muito grande a sugestão é que um colaborador se dedique apenas a controlar as quantidades em estoque dos itens vendidos no dia anterior.

Desse modo, as vendas acontecem ao longo do mês, como controle sendo automaticamente atualizado a cada vez que um produto passa pelo caixa, sendo então, considerado como vendido e, portanto, fora do estoque.

Apesar de funcional, não são todas as lojas que optam por essa estratégia, o que é algo negativo para seus negócios, pois, esse sistema de conferência se torna um controle de inventário contínuo, evitando a necessidade de realizar novos inventários com menor frequência.

Conscientize e treine a sua equipe

Certamente, não há como negar a importância do seu time de vendedores, técnicos e demais funcionários. Por isso, é crucial que se invista na capacitação de todos aqueles que têm uma interferência direta no controle de estoque, nesse caso, os vendedores e gerentes. Dizemos isso porque essas são as principais pessoas responsáveis pela variação das quantidades no estoque, realizando as baixas, procedimentos e vendas que interferem nessas quantidades. Sendo assim, todo colaborador que tem algum contato com a o sistema de gestão deve estar devidamente treinado, sem que suas intervenções causem prejuízos operacionais e financeiros para a operação.

Esvazie o estoque das mercadorias sem giro (obsoletos)

Digamos que em algum momento da gestão você realizou uma compra mal fundamentada. Como consequência, essa aquisição resultou em uma série de carros com baixa rotatividade, que raramente são pesquisados, a ponto de acumular poeira pelo tempo que ficam em estoque.

Para essas mercadorias, é importante que você as venda o mais rápido possível. Pode ser que se tratem de veículos muito específicos que são de nicho, com baixa quantidade de vendas. Com o tempo, o automóvel do qual ela deriva mergulhará em desvalorização, derrubando o valor de mercado do item em si.

Por isso, é importante que você se desfaça desses bens o mais cedo possível. Na hipótese que apareça um raro consumidor para esse produto, você simplesmente repassa a ele a realidade do mercado.

Naturalmente, a sua margem de retorno será menor nessa modalidade de negociação, mas trata-se de uma situação muito eventual, sendo economicamente melhor pedir essas peças apenas quando necessário do que adquirindo-as em grande volume na expectativa de muitos compradores.

Integre os departamentos

Por último, mas também importante, a integração das áreas da concessionária. De certa forma, esse é um ponto complementar ao uso de tecnologia aplicada, que recomenda a sinergia entre os departamentos.

O maior objetivo dessa prática é garantir que todos os setores da loja operem os mesmos números, resultados e expectativas. Com a integração, todos estão sempre cientes do que tem no estoque, evitando erros de comunicação ou ainda pior, aqueles momentos em que se transmite uma informação errada para o proprietário.

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